Paços do Concelho
Em Outubro de 1936, a Junta de Freguesia de Entroncamento iniciou a construção de um edifício que servisse de sede à mesma, uma vez que tal construção não existia. A compra do terreno para a execução de tal obra, juntamente com o terreno do campo da feira mensal de gados (situado entre a actual Câmara Municipal e o edifício do mercado diário) custou à Junta de Freguesia a quantia de 97.500$00.
Devido, certamente, a carências de toda a ordem motivadas pelo grave conflito que o Mundo atravessava – a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) – o edifício em questão só viria a ser concluído em 28/07/1946. Como nessa data, já existia o concelho do Entroncamento, o que aconteceu em 24/11/1945, esse edifício passou, imediatamente, a ser a sede da Câmara Municipal. O projecto é da autoria do Engº Henrique Sequeira.
Pretendendo responder aos que o acusavam de megalómano, José Duarte Coelho, responde em acta da Junta que "Uma sede para a Junta de Freguesia; Corporação de Escoteiros e Bombeiros e Registo Civil, porque embora pareça á primeira vista um edifício de luxuosa aparência e exagerada grandesa, julga-se esta Junta no dever não só de atender ás futuras condições de desenvolvimento desta progressiva Vila, como de atender presentemente ás comodidades necessárias para, digo, aos organismos existentes que pelo seu conjuncto marcam nitidamente o valor de uma terra nova é certo mas que se impõe pelo seu trabalho." (Acta nº 117, 03/08/1933, Livro nº 1, p. 64).
Como curiosidade, refira-se que no local onde foi construída a Câmara existiu uma Fábrica de Refrigerantes (Bahia), que comercializava os célebres "pirolitos" (um refrigerante de garrafa com uma espécie de sobre-tampa de plástico, mas que deixava passar o líquido).
Texto de Luís Baptista.
















